quinta-feira, 12 de junho de 2025

2º TRIMESTRE - ORGANIZANDO O ENSINO - REVENDO CONCEITOS

 Não é possível falar em aprendizagem sem falar em conteúdo, conhecimento. Quem aprende, aprende alguma coisa, certo?

Conteúdos de aprendizagem

A aprendizagem só se dá a partir de determinado conteúdo, mas não é só isso...

Conteúdos de aprendizagem não são só CONHECIMENTOS que fazem parte dos componentes curriculares (Matemática, Geografia...), mas também, HÁBITOS, HABILIDADES, ATITUDES, VALORES que fazem parte das experiências de aprendizagem, das vivências possibilitadas aos alunos.

Libâneo considera que os conteúdos de ensino se compõem de três elementos sistematizados:

Habilidades e hábitos

Atitudes

Convicções.

Categorias de conteúdos segundo Zabala

Zabala compreende os conteúdos em dimensões, categorias: conceituais, procedimentais e atitudinais. E isso depende de como trabalhamos os conhecimentos.

APRENDER A CONHECER

Os conceituais são os referentes a conceitos, fatos, fenômenos, princípios, teorias das ciências para explicar o cotidiano.

São os fundamentos do ensino, possibilitando a construção ativa das capacidades intelectuais para operar com símbolos, ideias, imagens, representações que permitem organizar a realidade.


APRENDER A FAZER

Os procedimentais são os que se relacionam às habilidades que serão desenvolvidas nos alunos e que funcionarão como instrumentos necessários ao processo de construção de conhecimentos.

Resumem-se em colocar em prática o conhecimento que adquirimos com os conteúdos conceituais. Seja em forma de maquete utilizando-se de escala, reprodução de um ambiente visitado, ou uma letra de música transformada em paródia. Toda produção ou reprodução é determinado pelos conteúdos procedimentais.


APRENDER A VIVER JUNTOS APRENDENDO A SER

Os atitudinais são a vivencia do ser com o mundo que o rodeia. O aprendizado de normas e valores torna-se alvo principal para que este conteúdo seja adquirido por quem quer que seja, e na sua proporção e qualificação só é desenvolvido na prática e em seu uso contínuo.

No meio escolar estes conteúdos são trabalhados todo o tempo, seja ele nos trabalhos individuais ou em grupos, sendo ele melhor trabalhado em grupo já que o tema proposto é aprender a viver juntos respeitando uns aos outros em suas opiniões concordando ou discordando de determinadas atitudes que ferem as normas e os valores estabelecidos normalmente. Os conteúdos atitudinais "proporcionam ao aluno posicionar-se perante o que apreendem. Detentores dos fatos e de como resolvê-los, é imprescindível que o aluno tenha uma postura perante eles."

Através da convivência vê valores o individuo torna-se ser pensantes de suas próprias atitudes amadurecendo seu interior e descobrindo-se membro de sua sociedade, e não mais um indivíduo, mas alguém que pode fazer a diferença.

Estão ligados à formação de valores que orientarão a conduta do aluno.


Exemplo:

Um professor trabalha as regiões do Brasil ( conteúdo conceitual), preocupa-se em ensinar a utilização de mapas e tabelas ( buscando desenvolver neles habilidades na forma de conteúdo procedimental), assim como  o respeito a dive3rsidades cultural do país (estimulando valores, atitudes indispensáveis à formação como conteúdo atitudinal).


*OS CONTEÚDOS CONCEITUAIS, PROCEDIMENTAIS E ATITUDINAIS EM CORRELAÇÃO COM OS EIXOS TEMÁTICOS DOS PCNS

Universidade federal do Ceará


terça-feira, 3 de junho de 2025

2º TRIMESTRE - ORGANIZANDO O ENSINO - REVENDO CONCEITOS

 O plano de aula é como um "mapa", onde registramos todos os passos do processo de ensino e aprendizagem. Apontamos o que será trabalhado, estudado (conteúdo, conhecimento), os objetivos da aula ( o que desejamos que nossos alunos sejam capazes de fazer, saber, desenvolver ...), os recursos que precisaremos para esse trabalho, as estratégias para ensinar, os instrumentos para avaliar se nossos alunos alcançaram os objetivos e para nos auxiliar, a partir dos resultados do processo, o rumo dos novos planos que elaboraremos.

Mas para onde ir, se não tenho claro aonde desejo chegar?

Objetivos Educacionais

Com a BNCC, temos as habilidades (objetivos) respectivas para cada objeto do conhecimento (conteúdo). Quando elaboramos o plano de aula, é com o apoio das habilidades que formulamos os objetivos da aula, especificamente.

Objetivos são IMPRESCINDÍVEIS. Como organizar o plano, se não tenho clareza do que meus alunos deverão aprender, realizar, desenvolver?

Níveis

Os objetivos são traçados em diferentes níveis.

Existem os amplos, que chamamos GERAIS, Estes são alcançados a longo prazo, Estão presentes, por exemplo, no Plano de Curso..

Existem os objetivos ESPECÍFICOS, estes são alcançado a curto prazo, são observáveis. 

Para alcançar um objetivo geral, são traçados vários objetivos específicos.


Exemplos:

Geral

Desenvolver o espírito crítico sobre sua cidadania.

Específico

Recortar de revista, exemplos de atitudes cidadãs no cotidiano para elaboração de cartaz em grupo.

Importante: Os objetivos são escritos a partir de um verbo no INFINITIVO. esse verbo indica a ação e a dimensão do que será desenvolvido, realizado pelo aluno, a partir do conteúdo, conhecimento que foi trabalho.

Domínio (classificação de Bloom)

Os objetivos também podem ser divididos em domínio

Cognitivo - Ligados aos conhecimentos, informações... desenvolvendo habilidades do pensamento, memorização, compreensão, aplicação etc.

Afetivo - Ligados a sentimentos, posturas, atitudes... desenvolvendo habilidades de ouvir, respeitar opiniões, esperar a vez...

Psicomotor - Enfatizam a coordenação motora... possibilitando desenvolver nos alunos habilidades de correr, saltar etc.

Formulando objetivos

Ao formular um objetivo é importantes considerar o binômio Ação-Finalidade

1 - O que se vai fazer - Ação que será realizada

2 -Para quê fazê-lo - Indicação da finalidade (retirada do componente curricular, conteúdo, habilidade, série...)

Exemplo

1 Classificar os seres vivos da natureza no caderno

1 e 2 Classificar os seres vivos da natureza no caderno, compreendendo como se relacionam e interagem no ecossistema

EXERCÍCIO

1 - EXPLIQUE A IMPORTÂNCIA DOS OBJETIVOS DE ENSINO

2 - FALE SOBRE A IMPORTÂNCIA DAS HABILIDADES NA BNSS

3 - TRANSFORME O OBJETIVO GERAL EM UM OBJETIVO ESPECÍFICO:

CONSICIENTIZAR-SE DA IMPORTÂNCIA DO MEIO AMBIENTE PARA A VIDA NO PLANETA

domingo, 1 de junho de 2025

2º TRIMESTRE - BRINCADEIRAS ANTIGAS

 

Neste trimestre vamos comemorar a festa Junina em julho e nosso trimestre vai abranger o mês de agosto, mês do Folclore. Por isso, vamos resgatar a cultural popular através das brincadeiras antigas em práticas que envolvem o ensino e aprendizagem nas séries iniciais do Ensino Fundamental. Vejam a sugestão de brincadeiras.

A ATIVIDADE VALERÁ 3,0

FAREMOS O SORTEIO DE BRINCADEIRAS POR GRUPO.
CADA GRUPO PODERÁ TER ATÉ 5 PESSOAS.

O GRUPO DEVERÁ:
PESQUISAR A ORIGEM DA BRINCADEIRA
FAZER UM PLANO DE AULA COM A BRINCADEIRA, CONSIDERANDO O ENSINO FUNDAMENTAL SÉRIES INICIAIS
TER COMO TEMA A FESTA JUNINA
CONFECCIONAR OS MATERIAIS PARA A BRINCADEIRA
 APLICAR NA TURMA

DATA: A PARTIR DA  SEMANA DO DIA 16 DE JUNHO. SERÃO DUAS SEMANAS
CADA SEMANA DEVERÃO SE APRESENTAR 5 GRUPOS.

SERÁ AVALIADO:
A APRESENTAÇÃO NO DIA MARCADO 0,5
A PESQUISA ENTREGUE NO DIA 0,5
O PLANO DE AULA 0,5
O CAPRICHO COM A CONFECÇÃO E APRESENTAÇÃO DO JOGO 0,5
PRESENÇA 0,5
A PARTICIPAÇÃO E EMPENHO DURANTE A APRESENTAÇÃO 0,5


Por que incentivar o contato com as brincadeiras antigas?

Quem não se lembra de brincar de esconde-esconde? De pega-pega? Ou, então, de amarelinha? 😍 Essas brincadeiras, apesar de antigas, não saem de moda! Passam de geração em geração, divertindo pequenos de todas as idades.

Desenvolvimento corporal: muitas brincadeiras de antigamente têm bastante movimento do corpo, assim, elas incentivam que a criança se exercite, criando consciência corporal. Muitas brincadeiras antigas envolvem atividade física, o que é essencial para o desenvolvimento saudável das crianças. Elas incentivam o exercício físico, melhorando a coordenação motora, resistência e força.

Estimulam a criatividade: toda brincadeira tem regra, mas as brincadeiras de antigamente, por terem variações, podem ser exploradas de diferentes maneiras. São brincadeiras para estimular a criatividade em diferentes formas! Muitas brincadeiras antigas não requerem brinquedos sofisticados, o que estimula a criatividade e a imaginação das crianças. Elas aprendem a inventar regras, improvisar e usar a imaginação.

Incentivo à interação social: em tempos de pós-pandemia, criar momentos de interação é essencial para resgatar a socialização dos pequenos. E o que são as brincadeiras antigas senão ótimas oportunidades de reunir a galerinha? Seja na família, entre amigos da escola ou no condomínio, dá para juntar a criançada e se divertir! Brincar em grupo ajuda as crianças a desenvolverem habilidades sociais importantes, como comunicação, trabalho em equipe, resolução de conflitos e empatia. Elas aprendem a compartilhar, esperar a vez e respeitar regras.

Inclusão: cada vez mais fica evidente que o mundo e as pessoas são diversos e infinitos, e as brincadeiras infantis antigas podem promover a inclusão na infância de maneira lúdica.

  1. Preservação da Cultura: Muitas brincadeiras antigas fazem parte da cultura e tradição de uma sociedade. Ensinar essas brincadeiras ajuda a preservar e transmitir o patrimônio cultural para as gerações futuras.
  2. Conexão Geracional: A prática de brincadeiras antigas pode criar uma conexão especial entre crianças e seus pais, avós e bisavós. Isso fortalece os laços familiares e proporciona momentos de convívio.
  3. Redução do Estresse: Brincar é uma ótima maneira de aliviar o estresse e a pressão que as crianças podem sentir em suas vidas cotidianas. Isso promove o bem-estar emocional e mental.
  4. Aprendizado Lúdico: Brincadeiras antigas muitas vezes têm elementos educacionais sutis, como contagem, estratégia, resolução de problemas e aprendizado de regras. As crianças podem aprender enquanto se divertem.
  5. Tempo Longe de Dispositivos Eletrônicos: Mostrar brincadeiras antigas pode incentivar as crianças a passar menos tempo em dispositivos eletrônicos e mais tempo ao ar livre, interagindo com outras crianças.


São muitas as brincadeiras antigas que marcaram muitas gerações, não é mesmo? 🥰 Então, aqui estão 12 delas para se divertir com os pequenos e pequenas!

 Amarelinha

A amarelinha (também conhecida como jogo da pedrinha, maré e sapata, por exemplo) é uma brincadeira de antigamente muito conhecida em todo o país! O jogo é simples: basta desenhar com giz o diagrama, composto de 10 quadrados no chão, e numerá-los. Ao final, desenha-se também um arco, que representa o céu. 🌌

Em seguida, a criança deve jogar uma pedrinha no desenho e pular em cada um dos quadrados, evitando aquele onde a pedra está. Além disso, o jogador pode pular com um ou dois pés. Porém, quem pisar em alguma linha, perde o jogo! 😜

Essa atividade simples, divertida e lúdica incentiva os pequenos e pequenas a trabalhar com os números. Também exercita habilidades como contar e ter equilíbrio. Dessa maneira, a amarelinha desenvolve o raciocínio lógico e a capacidade motora das crianças.


 Queimada

Para brincar de queimada, ou jogo-do-mata, é preciso reunir várias crianças. Em seguida, formam-se dois times, que tentam arremessar e acertar os jogadores adversários com a bola. Sempre evitando ser atingidos! Para ganhar, todas as crianças da equipe adversária precisam ser eliminadas com as bolas lançadas.

A queimada faz com que as crianças corram, saltem e arremessem a bola. Haja movimento! 😅 Por ser um jogo de equipe, a queimada promove também a cooperação entre os participantes. Por fim, essa brincadeira é uma atividade para dias quentes que desenvolve rapidez de pensamento, agilidade corporal e mira. 🧠

Esconde-esconde

Uma das primeiras brincadeiras que aprendemos quando crianças: no esconde-esconde, uma criança tem que esconder o rosto e contar até 30, enquanto as outras jogadoras se escondem. Quando ela terminar de contar, deve gritar “Lá vou eu!”. 👀 E, então, encontrar todos os outros! 🏃🏃🏿‍♀️

Cada vez que ela achar alguém, precisa tocá-lo para eliminar esse jogador e continuar procurando os outros até acabar. Dessa forma, a brincadeira de esconde-esconde promove a integração em grupo, desenvolve a criatividade, estimula a liderança, o raciocínio lógico e a estratégia das crianças.

Pular corda

Enquanto pulam corda, as crianças podem cantar várias músicas! 🎵 É o caso de “O homem”, “Suco quente”, “Salada, saladinha” e muitas outras que, sem dúvida, também marcaram a infância. Em determinado momento, é importante que a criança que está pulando corda saia e dê vez a outro participante. Sem pisar ou ser atingida pela corda ainda no ar! 😵

Ainda, a corda pode ser usada para outras brincadeiras, como o “reloginho”. Assim, pular corda é uma brincadeira de antigamente que estimula o ritmo, a expressão corporal e treina o corpo inteiro. Além, é claro, de ser muito divertida!

Telefone sem fio

Recomendada para pequenos de acima de 4 anos, o telefone sem fio é uma brincadeira para crianças muito envolvente. Várias crianças se organizam lado a lado ou em círculo. Uma delas inicia a brincadeira sussurrando no ouvido do amigo uma frase, que deve passar a mensagem adiante da mesma forma. Assim segue-se até a última criança que, em voz alta, deve falar a mensagem que ouviu. 🗣

O objetivo é que a mensagem chegue até o último envolvido sem ter sido distorcida. Mas, a diversão está exatamente em perceber como a mensagem se alterou conforme foi passada adiante. ☎️

Uma atividade excelente para exercitar a memória, a atenção e também a organização dos pequenos. 🤗

Jogo da velha

Essa brincadeira infantil antiga é ideal para aqueles dias de chuva em que as opções são limitadas por questões de espaço, já que vai acontecer a diversão dentro de casa

Com somente papel e caneta, os participantes – que podem ser dois ou mais – preenchem os espaços com círculos ou “x”, e quem completar uma fileira – na horizontal, vertical ou diagonal – ganha o jogo. 

Raciocínio lógico, atenção e coordenação motora são alguns exemplos dos benefícios dessa brincadeira de antigamente.

 Bolinha de gude

A criatividade é a grande sacada dessa atividade. Seu grande objetivo é que, com uma das bolinhas, o jogador atinja as demais bolinhas que estão dentro de um espaço delimitado.

🟢 O formato desse espaço fica por conta da criatividade dos pequenos: pode ser um triângulo, um círculo, entre outros.

Passar anel

Essa brincadeira antiga é uma ótima opção para reunir crianças de diversas idades. Em um círculo, uma das crianças inicia com o anel 💍, guardando-o entre suas mãos. A partir daí, todos devem ficar com as mãos juntas, sendo que o anel vai sendo passado de mão em mão. 

Cada criança deve passar o anel discretamente, evitando que os outros saibam em que mão está o anel. Em um momento aleatório, um dos participantes deve tentar adivinhar com qual participante está o anel.

Cirandas

A musicalidade é uma característica marcante das brincadeiras de antigamente. De origens diversas, com ritmos marcantes, as cantigas folclóricas embalam muitas brincadeiras.

Junto às cirandas, movimentos corporais e outras atividades podem ser adicionados, tornando a brincadeira envolvente e super dinâmica.

Mímica

Com o objetivo de estimular a imaginação e a criatividade dos pequenos, a mímica é recomendada para exercitar a atenção e a interação com o ambiente. 

Sem precisar de materiais, a brincadeira consiste em uma das crianças do grupo escolher um objeto, um animal ou outra coisa para encenar 🙌 e os demais precisam adivinhar o que é. 

Consciência corporal e trabalho em grupo são exercitados nessa atividade simples, mas muito divertida.


OUTRAS:

  • Pular elástico
  • 5 Marias
  • Boca de forno
  • Dança das cadeiras com música
  • Estátua
  • Batata quente
  • Cantigas de roda
  • Roda
  • Jogar peteca
  • Boliche
  • Cama-de-gato
  • Escravo de Jó
  • Corre cotia
  • Está quente, está frio
  • Adedanha
  • Pião

  • Brincadeiras antigas desempenham um papel fundamental no desenvolvimento, contribuindo para o crescimento físico, cognitivo, social e emocional das crianças. Elas incentivam a criatividade, a imaginação e a resolução de problemas, pois muitas dessas atividades não envolvem brinquedos tecnológicos ou estruturados, exigindo que as crianças criem suas próprias regras e soluções.

    Essas brincadeiras também promovem a socialização e o trabalho em equipe, ajudando as crianças a desenvolver habilidades sociais importantes, como a comunicação, a cooperação e o respeito às regras. Além disso, brincadeiras que envolvem movimento, como pular corda ou jogar amarelinha, estimulam a coordenação motora, o equilíbrio e a consciência corporal.

    Outro aspecto positivo é que essas atividades frequentemente acontecem ao ar livre, o que expõe as crianças a diferentes ambientes, promovendo uma conexão com a natureza e estimulando a curiosidade e a exploração.

    Brincadeiras antigas oferecem uma abordagem holística para o desenvolvimento infantil, equilibrando os aspectos físicos, emocionais e sociais de maneira lúdica e educativa.


quinta-feira, 29 de maio de 2025

2º TRIMESTRE - PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE PLANEJAMENTOS

 

Principais diferenças entre Planejamento Educacional, Plano Escolar e Plano de Ensino conforme a LDB

Na busca por uma educação de qualidade, mergulhar nos meandros do sistema educacional é essencial. Três pilares fundamentais se destacam nessa jornada: planejamento educacional, plano escolar e plano de ensino. Cada um deles desempenha um papel crucial, todos delineados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996). Vamos explorar esses elementos que moldam a educação de nosso país e entender suas diferenças.

1. Planejamento Educacional: O Roteiro Nacional da Educação

Imagine o planejamento educacional como um grande mapa que guia a educação em nosso país. Ele traça as metas, diretrizes e estratégias que direcionam o sistema educacional. É como o roteiro de uma aventura educacional, definindo objetivos de longo prazo alinhados com as necessidades da sociedade.

2. Plano Escolar: Traduzindo Estratégias Globais em Ações Locais

Na escala da instituição, encontramos o plano escolar. Ele torna reais as estratégias globais do planejamento educacional. É como a planta de um edifício, definindo como a escola opera diariamente. Aqui, organização administrativa, recursos e atividades extracurriculares ganham forma. É o guia prático que transforma visão em ação.

3. Plano de Ensino: O Roteiro Diário do Professor

A verdadeira magia acontece no plano de ensino, o roteiro diário do professor. Aqui, detalhamos objetivos de aprendizado, conteúdos, estratégias de ensino e métodos de avaliação para cada aula. É como o diretor de um filme, moldando a experiência de aprendizado dos alunos.

Esses três elementos se entrelaçam para construir uma educação sólida, de acordo com a Lei 9.394/1996. Essa base proporciona uma experiência de aprendizado envolvente para nossos jovens, que são os construtores do futuro de nossa nação.

domingo, 18 de maio de 2025

2º TRIMESTRE - TIPOS E NIVEIS DE PLANEJAMENTO

 

Tipos e Níveis de Planejamento 

        Não se pretende, aqui, explorar e esgotar todos os tipos e níveis de planejamento, mesmo porque, como aponta Gandin (2001, p. 83), é impossível enumerar todos tipos e níveis de planejamento necessários à atividade humana. Vamos nos deter, então, nos que são essenciais para a educação:

a) Planejamento Educacional – também denominado Planejamento do Sistema de Educação, “[...] é o de maior abrangência, correspondendo ao planejamento que é feito em nível nacional, estadual ou municipal. Incorpora e reflete as grandes políticas educacionais.” (VASCONCELLOS, 2000, p.95).

b) Planejamento Escolar ou Planejamento da Escola – atividade que envolve o processo de reflexão, de decisões sobre a organização, o funcionamento e a proposta pedagógica da instituição. "É um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social." (LIBÂNEO, 1992, p. 221).

c) Planejamento Curricular – é o "[...] processo de tomada de decisões sobre a dinâmica da ação escolar. É previsão sistemática e ordenada de toda a vida escolar do aluno. Portanto, essa modalidade de planejar constitui um instrumento que orienta a ação educativa na escola, pois a preocupação é com a proposta geral das experiências de aprendizagem que a escola deve oferecer ao estudante, através dos diversos componentes curriculares." (VASCONCELLOS, 1995, p. 56).

d) Planejamento de Ensino – é o "[...] processo de decisão sobre a atuação concreta dos professores no cotidiano de seu trabalho pedagógico, envolvendo as ações e situações em constante interações entre professor e alunos e entre os próprios alunos." (PADILHA, 2001, p. 33).

É importante esclarecer que do planejamento resultará o plano. Ficou confuso? Vamos esclarecer!

        Plano é um documento utilizado para o registro de decisões do tipo: o que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com que fazer, com quem fazer. Para existir plano é necessária a discussão (planejamento) sobre fins e objetivos, culminando com a definição dos mesmos, pois somente desse modo é que se pode responder as questões indicadas acima. Segundo Padilha (2001), o plano é a "apresentação sistematizada e justificada das decisões tomadas relativas à ação a realizar." Plano tem a conotação de produto do planejamento. Ele é na verdade um guia com a função de orientar a prática, é a formalização do processo de planejar.

        Dentro da categoria plano, devemos, ainda, dar uma atenção especial ao plano global da instituição: o PPP - Projeto Político-Pedagógico que é também um produto do planejamento. A sua construção deve envolver e articular todos os que participam da realidade escolar: corpo docente, discente e comunidade. Segundo Vasconcellos (1995, p.143), "[...] é um instrumento teórico-metodológico que visa ajudar a enfrentar os desafios do cotidiano da escola, só que de uma forma refletida, consciente, sistematizada, orgânica e, o que é essencial, participativa. É uma metodologia de trabalho que possibilita re-significar a ação de todos os agentes da instituição."





Planejamento Educacional

        O Planejamento Educacional, de responsabilidade do estado, é o mais amplo, geral e abrangente. Tem a duração de 10 anos e prevê a estruturação e o funcionamento da totalidade do sistema educacional. Determina as diretrizes da política nacional de educação. Segundo Sant'anna (1986), o Planejamento Educacional  "é um processo contínuo que se preocupa com o para onde ir e quais as maneiras adequadas para chegar lá, tendo em vista a situação presente e possibilidades futuras, para que o desenvolvimento da educação atenda tanto as necessidades do desenvolvimento da sociedade, quanto as do indivíduo." É um processo de abordagem racional e científica dos problemas da educação, incluindo definição de prioridades e levando em conta a relação entre os diversos níveis do contexto educacional.

         Segundo Coaracy (1972), os objetivos do Planejamento Educacional são:

1. relacionar o desenvolvimento do sistema educacional com o desenvolvimento econômico, social, político e cultural do país, em geral, e de cada comunidade, em particular;

2. estabelecer as condições necessárias para o aperfeiçoamento dos fatores que influem diretamente sobre a eficiência do sistema educacional (estrutura, administração, financiamento, pessoal, conteúdo, procedimentos e instrumentos);

3. alcançar maior coerência interna na determinação dos objetivos e nos meios mais adequados para atingi-los;

4. conciliar e aperfeiçoar a eficiência interna e externa do sistema.

        É condição primordial do processo de planejamento integral da educação que, em nenhum caso, interesses pessoais ou de grupos possam desviá-lo de seus fins essenciais que vão contribuir para a dignificação do homem e para o desenvolvimento cultural, social e econômico do país.
 

        PNE - Plano Nacional de Educação é o resultado do Planejamento Educacional da União.


Planejamento Escolar

        Mais um ano se inicia! Um bom Planejamento Escolar feito na primeira semana do ano letivo, certamente, evitará problemas futuros. Esse é o objetivo da Semana Pedagógica: reunir gestores, orientadores, supervisores, coordenadores e corpo docente para planejarem os próximos 200 dias letivos. É o momento de integrar os professores que estão chegando, colocando-os em contato com o jeito de trabalhar do grupo, e, claro, mostrar os dados da escola para todos os docentes, além de apresentar as informações sobre as turmas para as quais cada um vai lecionar.   

        Veja o que é importante planejar, discutir, elaborar e definir nessa primeira semana do ano:
 
  1. as diretrizes quanto à organização e à administração da escola,
  2. normas gerais de funcionamento da escola,
  3. atividades coletivas do corpo docente,
  4. o calendário escolar,
  5. o período de avaliações,
  6. o conselho de classe,
  7. as atividades extraclasse,
  8. o sistema de acompanhamento e aconselhamento dos alunos e o trabalho com os pais,
  9. as metas da escola e os passos que precisam ser dados, durante o ano, para atingi-las,
  10. os projetos realizados no ano anterior,
  11. os novos projetos que serão desenvolvidos durante o ano,
  12. os temas transversais que serão trabalhados e distribuí-los nos meses,
  13. revisar o PPP. 

        De acordo com uma pesquisa feita por Vasconcellos (2000), há a descrença na utilidade do planejamento. Ele aponta que alguns professores consideram impossível dar conta da tarefa por diferentes motivos: o trabalho em sala de aula é dinâmico e imprevisível; faltam condições mínimas, como tempo; e existe o pensamento de que nada vai mudar e, portanto, basta repetir o que já tem sido feito. Há também aqueles que acreditam na importância do planejamento, mas não concordam com a maneira como é feito.


Planejamento Curricular

        O Planejamento Curricular tem por objetivo orientar o trabalho do professor na prática pedagógica da sala de aula. Segundo Coll (2004), definir o currículo a ser desenvolvido em um ano letivo é uma das tarefas mais complexas da prática educativa e de todo o corpo pedagógico das instituições.

        De acordo com Sacristán (2000), “[...] planejar o currículo para seu desenvolvimento em práticas pedagógicas concretas não só exige ordenar seus componentes para serem aprendidos pelos alunos, mas também prever as próprias condições do ensino no contexto escolar ou fora dele. A função mais imediata que os professores devem realizar é a de planejar ou prever a prática do ensino.”

        Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), elaborados por equipes de especialistas ligadas ao Ministério da Educação (MEC), têm por objetivo estabelecer uma referência curricular e apoiar a revisão e/ou a elaboração da proposta curricular dos Estados ou das escolas integrantes dos sistemas de ensino.  Os PCNs são, portanto, uma proposta do MEC para a eficiência da educação escolar brasileira. São referências a todas as escolas do país para que elas garantam aos estudantes uma educação básica de qualidade. Seu objetivo é garantir que crianças e jovens tenham acesso aos conhecimentos necessários para a integração na sociedade moderna como cidadãos conscientes, responsáveis e participantes.

        Todavia, a escola não deve simplesmente executar o que é determinado nos PCNs, mas sim,  interpretar e operacionalizar essas determinações, adaptando-as de acordo com os objetivos que quer alcançar, coerentes com a clientela  e de forma que a aprendizagem seja favorecida. Portanto, o planejamento curricular segundo Turra et al. (1995), 

[...] deve ser funcional. Deve promover não só a aprendizagem de conteúdo e habilidades específicas, mas também fornecer condições favoráveis à aplicação e integração desses conhecimentos. Isto é viável através da proposição de situações que favoreçam o desenvolvimento das capacidades do aluno para solucionar problemas, muitos dos quais comuns no seu dia-a-dia. A previsão global e sistemática de toda ação a ser desencadeada pela escola, em consonância com os objetivos educacionais, tendo por foco o aluno, constitui o planejamento curricular. Portanto, este nível de planejamento é relativo à escola. Através dele são estabelecidas as linhas-mestras que norteiam todo o trabalho[...].

 

Planejamento de Ensino

        O Planejamento de Ensino é a especificação do planejamento curricular. É desenvolvido, basicamente, a partir da ação do professor e compete a ele definir os objetivos a serem alcançados, desde seu programa de trabalho até eventuais e necessárias mudanças de rumo. Cabe ao professor, também, definir os objetivos a serem alcançados, o conteúdo da matéria, as estratégias de ensino e de avaliação e agir de forma a obter um retorno de seus alunos no sentido de redirecionar sua matéria. O Planejamento de Ensino não pode ser visto como uma atividade estanque. Segundo Turra et al. (1995),  

"[...] o professor que deseja realizar uma boa atuação docente sabe que deve participar, elaborar e organizar planos em diferentes níveis de complexidade para atender, em classe, seus alunos. Pelo envolvimento no processo ensino-aprendizagem, ele deve estimular a participação do aluno, a fim de que este possa, realmente, efetuar uma aprendizagem tão significativa quanto o permitam suas possibilidades e necessidades. O planejamento, neste caso, envolve a previsão de resultados desejáveis, assim como também os meios necessários para alcançá-los. A responsabilidade do mestre é imensa. Grande parte da eficácia de seu ensino depende da organicidade, coerência e flexibilidade de seu planejamento."  

        O Planejamento de Ensino deve prever:

1. objetivos específicos estabelecidos a partir dos objetivos educacionais;

2. conhecimentos a serem aprendidos pelos alunos no sentido determinado pelos objetivos;

3. procedimentos e recursos de ensino que estimulam, orientam e promovem as atividades de aprendizagem;

4. procedimentos de avaliação que possibilitem a verificação, a qualificação e a apreciação qualitativa dos objetivos propostos, cumprindo pelo menos a função pedagógico-didática, de diagnóstico e de controle no processo educacional.

        O resultado desse planejamento é o plano de ensino, um roteiro organizado das unidades didáticas para um ano, um semestre ou um bimestre. Esse plano deve conter: ementa da disciplina, justificativa da disciplina em relação ao objetivos gerais da escola e do curso, objetivos gerais, objetivos específicos, conteúdo (com a divisão temática de cada unidade), tempo provável (número de aulas do período de abrangência do plano), desenvolvimento metodológico (métodos e técnicas pedagógicas específicas da disciplina), recursos tecnológicos, formas de avaliação e referencial teórico (livros, documentos, sites etc). Do plano de ensino resultará, ainda, o plano de aula, onde o professor vai especificar as realizações diárias para a concretização dos planos anteriores.


Projeto Político-Pedagógico 

        Desde a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em 1996, toda escola precisa ter um Projeto Político-Pedagógico, o PPP. Esse documento deve explicitar as características que gestores, professores, funcionários, pais e alunos pretendem construir na unidade e qual a formação querem para quem ali estuda. Elaborar um plano pode ajudar a equipe escolar e a comunidade a enxergar como transformar sua realidade cotidiana em algo melhor. Se  for bem planejado, o documento pode gerar mudanças no modo de agir de todos os atores envolvidos no processo educacional e na comunidade. Quando todos enxergam de forma clara qual é o foco de trabalho da instituição e participam do processo de construção do PPP, o resultado é uma verdadeira parceria que contribuirá, positivamente, em todo o processo ensino-aprendizagem.

        O processo de elaboração e implantação do projeto político-pedagógico é complexo e alguns aspectos básicos devem estar presentes na elaboração do mesmo.  Antes de mais nada, é preciso que todos conheçam bem a realidade da comunidade em que se inserem para, em seguida, estabelecer o plano de intenções - um pano de fundo para o desenvolvimento da proposta. Na prática, a comunidade escolar deve começar respondendo à seguinte questão: por que e para que existe esse espaço educativo? Uma vez que isso esteja claro para todos, é preciso olhar para os outros três braços do projeto. São eles:

 

  • A proposta curricular - Estabelecer o que e como se ensina, as formas de avaliação da aprendizagem, a organização do tempo e o uso do espaço na escola, entre outros pontos.

 

  • A formação dos professores - A maneira como a equipe vai se organizar para cumprir as necessidades originadas pelas intenções educativas.

 

  • A gestão administrativa - Que tem como função principal viabilizar o que for necessário para que os demais pontos funcionem dentro da construção da "escola que se quer".

 

        Assim, é importante que o projeto preveja aspectos relativos aos valores que se deseja instituir na escola, ao currículo e à organização, relacionando o que se propõe na teoria com a forma de fazê-lo na prática - sem esquecer, é claro, de prever os prazos para tal. Além disso, um mecanismo de avaliação de processos tem de ser criado, revendo as estratégias estabelecidas para uma eventual re-elaboração de metas e ideais. Indo além, o projeto tem como desafio transformar o papel da escola na comunidade. Em vez de só atender às demandas da população - sejam elas atitudinais ou conteudistas - e aos preceitos e às metas de aprendizagem colocados pelo governo, ela passa a sugerir aos alunos uma maneira de "ler" o mundo.

         A elaboração do projeto pedagógico deve ser pautada em estratégias que deem voz a todos os atores da comunidade escolar: funcionários, pais, professores e alunos. Essa mobilização é tarefa, por excelência, do diretor. Mas não existe uma única forma de orientar esse processo. Ele pode se dar no âmbito do Conselho Escolar, em que os diferentes segmentos da comunidade estão representados, e também pode ser conduzido de outras maneiras - como a participação individual, grupal ou plenária. A finalização do documento também pode ocorrer de forma democrática - mas é fundamental que um grupo especialista nas questões pedagógicas se responsabilize pela redação final para oferecer um padrão de qualidade às propostas. É importante garantir que o projeto tenha objetivos pontuais e estabeleça metas permanentes para médio e longo prazos.

 

Importante: O PPP não deve ser confundido com o Planejamento Escolar. Embora os dois contenham características semelhantes, há diferença na duração: o Planejamento Escolar é um plano de ações a curto prazo (para o ano letivo), enquanto que o PPP estabelece metas para um período de 3 a 5 anos. 



Leia mais: https://planejamentoeducacional.webnode.com.br/projeto-politico-pedagogico/

Leia mais: https://planejamentoeducacional.webnode.com.br/planejamento-de-ensino/


Leia mais: https://planejamentoeducacional.webnode.com.br/planejamento-curricular/


Leia mais: https://planejamentoeducacional.webnode.com.br/planejamento-escolar/

Leia mais: https://planejamentoeducacional.webnode.com.br/planejamento-educacional/

2º TRIMESTRE - ORGANIZANDO O ENSINO - REVENDO CONCEITOS

 Não é possível falar em aprendizagem sem falar em conteúdo, conhecimento. Quem aprende, aprende alguma coisa, certo? Conteúdos de aprendiza...