quinta-feira, 29 de maio de 2025

2º TRIMESTRE - PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE PLANEJAMENTOS

 

Principais diferenças entre Planejamento Educacional, Plano Escolar e Plano de Ensino conforme a LDB

Na busca por uma educação de qualidade, mergulhar nos meandros do sistema educacional é essencial. Três pilares fundamentais se destacam nessa jornada: planejamento educacional, plano escolar e plano de ensino. Cada um deles desempenha um papel crucial, todos delineados pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/1996). Vamos explorar esses elementos que moldam a educação de nosso país e entender suas diferenças.

1. Planejamento Educacional: O Roteiro Nacional da Educação

Imagine o planejamento educacional como um grande mapa que guia a educação em nosso país. Ele traça as metas, diretrizes e estratégias que direcionam o sistema educacional. É como o roteiro de uma aventura educacional, definindo objetivos de longo prazo alinhados com as necessidades da sociedade.

2. Plano Escolar: Traduzindo Estratégias Globais em Ações Locais

Na escala da instituição, encontramos o plano escolar. Ele torna reais as estratégias globais do planejamento educacional. É como a planta de um edifício, definindo como a escola opera diariamente. Aqui, organização administrativa, recursos e atividades extracurriculares ganham forma. É o guia prático que transforma visão em ação.

3. Plano de Ensino: O Roteiro Diário do Professor

A verdadeira magia acontece no plano de ensino, o roteiro diário do professor. Aqui, detalhamos objetivos de aprendizado, conteúdos, estratégias de ensino e métodos de avaliação para cada aula. É como o diretor de um filme, moldando a experiência de aprendizado dos alunos.

Esses três elementos se entrelaçam para construir uma educação sólida, de acordo com a Lei 9.394/1996. Essa base proporciona uma experiência de aprendizado envolvente para nossos jovens, que são os construtores do futuro de nossa nação.

domingo, 18 de maio de 2025

2º TRIMESTRE - TIPOS E NIVEIS DE PLANEJAMENTO

 

Tipos e Níveis de Planejamento 

        Não se pretende, aqui, explorar e esgotar todos os tipos e níveis de planejamento, mesmo porque, como aponta Gandin (2001, p. 83), é impossível enumerar todos tipos e níveis de planejamento necessários à atividade humana. Vamos nos deter, então, nos que são essenciais para a educação:

a) Planejamento Educacional – também denominado Planejamento do Sistema de Educação, “[...] é o de maior abrangência, correspondendo ao planejamento que é feito em nível nacional, estadual ou municipal. Incorpora e reflete as grandes políticas educacionais.” (VASCONCELLOS, 2000, p.95).

b) Planejamento Escolar ou Planejamento da Escola – atividade que envolve o processo de reflexão, de decisões sobre a organização, o funcionamento e a proposta pedagógica da instituição. "É um processo de racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando a atividade escolar e a problemática do contexto social." (LIBÂNEO, 1992, p. 221).

c) Planejamento Curricular – é o "[...] processo de tomada de decisões sobre a dinâmica da ação escolar. É previsão sistemática e ordenada de toda a vida escolar do aluno. Portanto, essa modalidade de planejar constitui um instrumento que orienta a ação educativa na escola, pois a preocupação é com a proposta geral das experiências de aprendizagem que a escola deve oferecer ao estudante, através dos diversos componentes curriculares." (VASCONCELLOS, 1995, p. 56).

d) Planejamento de Ensino – é o "[...] processo de decisão sobre a atuação concreta dos professores no cotidiano de seu trabalho pedagógico, envolvendo as ações e situações em constante interações entre professor e alunos e entre os próprios alunos." (PADILHA, 2001, p. 33).

É importante esclarecer que do planejamento resultará o plano. Ficou confuso? Vamos esclarecer!

        Plano é um documento utilizado para o registro de decisões do tipo: o que se pensa fazer, como fazer, quando fazer, com que fazer, com quem fazer. Para existir plano é necessária a discussão (planejamento) sobre fins e objetivos, culminando com a definição dos mesmos, pois somente desse modo é que se pode responder as questões indicadas acima. Segundo Padilha (2001), o plano é a "apresentação sistematizada e justificada das decisões tomadas relativas à ação a realizar." Plano tem a conotação de produto do planejamento. Ele é na verdade um guia com a função de orientar a prática, é a formalização do processo de planejar.

        Dentro da categoria plano, devemos, ainda, dar uma atenção especial ao plano global da instituição: o PPP - Projeto Político-Pedagógico que é também um produto do planejamento. A sua construção deve envolver e articular todos os que participam da realidade escolar: corpo docente, discente e comunidade. Segundo Vasconcellos (1995, p.143), "[...] é um instrumento teórico-metodológico que visa ajudar a enfrentar os desafios do cotidiano da escola, só que de uma forma refletida, consciente, sistematizada, orgânica e, o que é essencial, participativa. É uma metodologia de trabalho que possibilita re-significar a ação de todos os agentes da instituição."





Planejamento Educacional

        O Planejamento Educacional, de responsabilidade do estado, é o mais amplo, geral e abrangente. Tem a duração de 10 anos e prevê a estruturação e o funcionamento da totalidade do sistema educacional. Determina as diretrizes da política nacional de educação. Segundo Sant'anna (1986), o Planejamento Educacional  "é um processo contínuo que se preocupa com o para onde ir e quais as maneiras adequadas para chegar lá, tendo em vista a situação presente e possibilidades futuras, para que o desenvolvimento da educação atenda tanto as necessidades do desenvolvimento da sociedade, quanto as do indivíduo." É um processo de abordagem racional e científica dos problemas da educação, incluindo definição de prioridades e levando em conta a relação entre os diversos níveis do contexto educacional.

         Segundo Coaracy (1972), os objetivos do Planejamento Educacional são:

1. relacionar o desenvolvimento do sistema educacional com o desenvolvimento econômico, social, político e cultural do país, em geral, e de cada comunidade, em particular;

2. estabelecer as condições necessárias para o aperfeiçoamento dos fatores que influem diretamente sobre a eficiência do sistema educacional (estrutura, administração, financiamento, pessoal, conteúdo, procedimentos e instrumentos);

3. alcançar maior coerência interna na determinação dos objetivos e nos meios mais adequados para atingi-los;

4. conciliar e aperfeiçoar a eficiência interna e externa do sistema.

        É condição primordial do processo de planejamento integral da educação que, em nenhum caso, interesses pessoais ou de grupos possam desviá-lo de seus fins essenciais que vão contribuir para a dignificação do homem e para o desenvolvimento cultural, social e econômico do país.
 

        PNE - Plano Nacional de Educação é o resultado do Planejamento Educacional da União.


Planejamento Escolar

        Mais um ano se inicia! Um bom Planejamento Escolar feito na primeira semana do ano letivo, certamente, evitará problemas futuros. Esse é o objetivo da Semana Pedagógica: reunir gestores, orientadores, supervisores, coordenadores e corpo docente para planejarem os próximos 200 dias letivos. É o momento de integrar os professores que estão chegando, colocando-os em contato com o jeito de trabalhar do grupo, e, claro, mostrar os dados da escola para todos os docentes, além de apresentar as informações sobre as turmas para as quais cada um vai lecionar.   

        Veja o que é importante planejar, discutir, elaborar e definir nessa primeira semana do ano:
 
  1. as diretrizes quanto à organização e à administração da escola,
  2. normas gerais de funcionamento da escola,
  3. atividades coletivas do corpo docente,
  4. o calendário escolar,
  5. o período de avaliações,
  6. o conselho de classe,
  7. as atividades extraclasse,
  8. o sistema de acompanhamento e aconselhamento dos alunos e o trabalho com os pais,
  9. as metas da escola e os passos que precisam ser dados, durante o ano, para atingi-las,
  10. os projetos realizados no ano anterior,
  11. os novos projetos que serão desenvolvidos durante o ano,
  12. os temas transversais que serão trabalhados e distribuí-los nos meses,
  13. revisar o PPP. 

        De acordo com uma pesquisa feita por Vasconcellos (2000), há a descrença na utilidade do planejamento. Ele aponta que alguns professores consideram impossível dar conta da tarefa por diferentes motivos: o trabalho em sala de aula é dinâmico e imprevisível; faltam condições mínimas, como tempo; e existe o pensamento de que nada vai mudar e, portanto, basta repetir o que já tem sido feito. Há também aqueles que acreditam na importância do planejamento, mas não concordam com a maneira como é feito.


Planejamento Curricular

        O Planejamento Curricular tem por objetivo orientar o trabalho do professor na prática pedagógica da sala de aula. Segundo Coll (2004), definir o currículo a ser desenvolvido em um ano letivo é uma das tarefas mais complexas da prática educativa e de todo o corpo pedagógico das instituições.

        De acordo com Sacristán (2000), “[...] planejar o currículo para seu desenvolvimento em práticas pedagógicas concretas não só exige ordenar seus componentes para serem aprendidos pelos alunos, mas também prever as próprias condições do ensino no contexto escolar ou fora dele. A função mais imediata que os professores devem realizar é a de planejar ou prever a prática do ensino.”

        Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), elaborados por equipes de especialistas ligadas ao Ministério da Educação (MEC), têm por objetivo estabelecer uma referência curricular e apoiar a revisão e/ou a elaboração da proposta curricular dos Estados ou das escolas integrantes dos sistemas de ensino.  Os PCNs são, portanto, uma proposta do MEC para a eficiência da educação escolar brasileira. São referências a todas as escolas do país para que elas garantam aos estudantes uma educação básica de qualidade. Seu objetivo é garantir que crianças e jovens tenham acesso aos conhecimentos necessários para a integração na sociedade moderna como cidadãos conscientes, responsáveis e participantes.

        Todavia, a escola não deve simplesmente executar o que é determinado nos PCNs, mas sim,  interpretar e operacionalizar essas determinações, adaptando-as de acordo com os objetivos que quer alcançar, coerentes com a clientela  e de forma que a aprendizagem seja favorecida. Portanto, o planejamento curricular segundo Turra et al. (1995), 

[...] deve ser funcional. Deve promover não só a aprendizagem de conteúdo e habilidades específicas, mas também fornecer condições favoráveis à aplicação e integração desses conhecimentos. Isto é viável através da proposição de situações que favoreçam o desenvolvimento das capacidades do aluno para solucionar problemas, muitos dos quais comuns no seu dia-a-dia. A previsão global e sistemática de toda ação a ser desencadeada pela escola, em consonância com os objetivos educacionais, tendo por foco o aluno, constitui o planejamento curricular. Portanto, este nível de planejamento é relativo à escola. Através dele são estabelecidas as linhas-mestras que norteiam todo o trabalho[...].

 

Planejamento de Ensino

        O Planejamento de Ensino é a especificação do planejamento curricular. É desenvolvido, basicamente, a partir da ação do professor e compete a ele definir os objetivos a serem alcançados, desde seu programa de trabalho até eventuais e necessárias mudanças de rumo. Cabe ao professor, também, definir os objetivos a serem alcançados, o conteúdo da matéria, as estratégias de ensino e de avaliação e agir de forma a obter um retorno de seus alunos no sentido de redirecionar sua matéria. O Planejamento de Ensino não pode ser visto como uma atividade estanque. Segundo Turra et al. (1995),  

"[...] o professor que deseja realizar uma boa atuação docente sabe que deve participar, elaborar e organizar planos em diferentes níveis de complexidade para atender, em classe, seus alunos. Pelo envolvimento no processo ensino-aprendizagem, ele deve estimular a participação do aluno, a fim de que este possa, realmente, efetuar uma aprendizagem tão significativa quanto o permitam suas possibilidades e necessidades. O planejamento, neste caso, envolve a previsão de resultados desejáveis, assim como também os meios necessários para alcançá-los. A responsabilidade do mestre é imensa. Grande parte da eficácia de seu ensino depende da organicidade, coerência e flexibilidade de seu planejamento."  

        O Planejamento de Ensino deve prever:

1. objetivos específicos estabelecidos a partir dos objetivos educacionais;

2. conhecimentos a serem aprendidos pelos alunos no sentido determinado pelos objetivos;

3. procedimentos e recursos de ensino que estimulam, orientam e promovem as atividades de aprendizagem;

4. procedimentos de avaliação que possibilitem a verificação, a qualificação e a apreciação qualitativa dos objetivos propostos, cumprindo pelo menos a função pedagógico-didática, de diagnóstico e de controle no processo educacional.

        O resultado desse planejamento é o plano de ensino, um roteiro organizado das unidades didáticas para um ano, um semestre ou um bimestre. Esse plano deve conter: ementa da disciplina, justificativa da disciplina em relação ao objetivos gerais da escola e do curso, objetivos gerais, objetivos específicos, conteúdo (com a divisão temática de cada unidade), tempo provável (número de aulas do período de abrangência do plano), desenvolvimento metodológico (métodos e técnicas pedagógicas específicas da disciplina), recursos tecnológicos, formas de avaliação e referencial teórico (livros, documentos, sites etc). Do plano de ensino resultará, ainda, o plano de aula, onde o professor vai especificar as realizações diárias para a concretização dos planos anteriores.


Projeto Político-Pedagógico 

        Desde a promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), em 1996, toda escola precisa ter um Projeto Político-Pedagógico, o PPP. Esse documento deve explicitar as características que gestores, professores, funcionários, pais e alunos pretendem construir na unidade e qual a formação querem para quem ali estuda. Elaborar um plano pode ajudar a equipe escolar e a comunidade a enxergar como transformar sua realidade cotidiana em algo melhor. Se  for bem planejado, o documento pode gerar mudanças no modo de agir de todos os atores envolvidos no processo educacional e na comunidade. Quando todos enxergam de forma clara qual é o foco de trabalho da instituição e participam do processo de construção do PPP, o resultado é uma verdadeira parceria que contribuirá, positivamente, em todo o processo ensino-aprendizagem.

        O processo de elaboração e implantação do projeto político-pedagógico é complexo e alguns aspectos básicos devem estar presentes na elaboração do mesmo.  Antes de mais nada, é preciso que todos conheçam bem a realidade da comunidade em que se inserem para, em seguida, estabelecer o plano de intenções - um pano de fundo para o desenvolvimento da proposta. Na prática, a comunidade escolar deve começar respondendo à seguinte questão: por que e para que existe esse espaço educativo? Uma vez que isso esteja claro para todos, é preciso olhar para os outros três braços do projeto. São eles:

 

  • A proposta curricular - Estabelecer o que e como se ensina, as formas de avaliação da aprendizagem, a organização do tempo e o uso do espaço na escola, entre outros pontos.

 

  • A formação dos professores - A maneira como a equipe vai se organizar para cumprir as necessidades originadas pelas intenções educativas.

 

  • A gestão administrativa - Que tem como função principal viabilizar o que for necessário para que os demais pontos funcionem dentro da construção da "escola que se quer".

 

        Assim, é importante que o projeto preveja aspectos relativos aos valores que se deseja instituir na escola, ao currículo e à organização, relacionando o que se propõe na teoria com a forma de fazê-lo na prática - sem esquecer, é claro, de prever os prazos para tal. Além disso, um mecanismo de avaliação de processos tem de ser criado, revendo as estratégias estabelecidas para uma eventual re-elaboração de metas e ideais. Indo além, o projeto tem como desafio transformar o papel da escola na comunidade. Em vez de só atender às demandas da população - sejam elas atitudinais ou conteudistas - e aos preceitos e às metas de aprendizagem colocados pelo governo, ela passa a sugerir aos alunos uma maneira de "ler" o mundo.

         A elaboração do projeto pedagógico deve ser pautada em estratégias que deem voz a todos os atores da comunidade escolar: funcionários, pais, professores e alunos. Essa mobilização é tarefa, por excelência, do diretor. Mas não existe uma única forma de orientar esse processo. Ele pode se dar no âmbito do Conselho Escolar, em que os diferentes segmentos da comunidade estão representados, e também pode ser conduzido de outras maneiras - como a participação individual, grupal ou plenária. A finalização do documento também pode ocorrer de forma democrática - mas é fundamental que um grupo especialista nas questões pedagógicas se responsabilize pela redação final para oferecer um padrão de qualidade às propostas. É importante garantir que o projeto tenha objetivos pontuais e estabeleça metas permanentes para médio e longo prazos.

 

Importante: O PPP não deve ser confundido com o Planejamento Escolar. Embora os dois contenham características semelhantes, há diferença na duração: o Planejamento Escolar é um plano de ações a curto prazo (para o ano letivo), enquanto que o PPP estabelece metas para um período de 3 a 5 anos. 



Leia mais: https://planejamentoeducacional.webnode.com.br/projeto-politico-pedagogico/

Leia mais: https://planejamentoeducacional.webnode.com.br/planejamento-de-ensino/


Leia mais: https://planejamentoeducacional.webnode.com.br/planejamento-curricular/


Leia mais: https://planejamentoeducacional.webnode.com.br/planejamento-escolar/

Leia mais: https://planejamentoeducacional.webnode.com.br/planejamento-educacional/

quarta-feira, 14 de maio de 2025

2º TRIMESTRE - PLANEJAMENTO ESCOLAR II

 

Planejamento escolar: Conceitos, fases e níveis

O planejamento escolar consiste em um plano de ação que orienta a prática docente durante todo o ano letivo. Este recurso, permite que a gestão pedagógica e os professores organizem e mobilizem com facilidade, estratégias para que a prática docente dialogue com os documentos oficiais educacionais, além do Projeto Político Pedagógico (PPP) da instituição de ensino.

Confira algumas dicas sobre os níveis e conceitos relacionados ao planejamento escolar:

 

  1. NÍVEIS DE PLANEJAMENTO

 

  • ESTRATÉGICO: Envolve a organização como um todo 
  • TÁTICO: Planos mais detalhados por departamentos ou unidades 
  • OPERACIONAIS: Detalha as tarefas e atividades isoladamente 

 

  1. FASES DO PLANEJAMENTO
  • ELABORAR: Preparação 
  • EXECUTAR: Desenvolvimento
  • AVALIAR: Reflexão e aperfeiçoamento 

 

  1. TIPOS DE PLANEJAMENTO
  • PLANEJAMENTO EDUCACIONAL:  Vale para todo o sistema educacional 

Exemplo: PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – PNE 

 

  • PLANEJAMENTO DE ENSINO: Previsão dos objetivos e tarefas do trabalho docente para o ano ou semestre.

 

  • PLANO CURRICULAR: Traz o conjunto de experiências, saberes e conhecimentos. Sistematiza ações do espaço físico para avaliação da aprendizagem.

 

  • PLANO DE AULA: Previsão do desenvolvimento do conteúdo para uma aula ou conjunto de aulas.

 

  1. CONCEITOS DE PLANEJAMENTO:
  • LUCKESI (2002)

É um processo que consiste em preparar um conjunto de decisões, tendo em vista agir posteriormente, para atingir determinados objetivos.

  • VEIGA (2008)

É a organização da ação pedagógica intencional, de forma responsável comprometida com a formação dos alunos.

  • VASCONCELLOS (2002)

É tomada de decisão e permanente processo de reflexão dos sujeitos da escola.

  • LIBÂNEO (1991)

É um processo de sistematização e organização das ações do professor, um instrumento de racionalização do trabalho pedagógico, que articula a atividade escolar com os conteúdos do contexto social. 

quarta-feira, 7 de maio de 2025

1º TRIMESTRE - PLANEJAMENTO DE ENSINO - PLANEJAR E REPLANEJAR

 O planejamento é uma importante ferramenta para auxiliar no processo de ensino e aprendizagem, pois, possibilita aos indivíduos organizar-se para ter maior êxito em sua prática.

Para se obter êxito no planejamento, é imprescindível se ter claro os objetivos que se almeja alcançar. Uma vez que tem claros os objetivos, o planejamento flui mais facilmente. Libâneo foi um dos grandes contribuintes para esta área, em seu livro escreveu sobre o Planejamento escolar atendendo os vários âmbitos no qual ele se encontra. Segundo o autor as funções do planejamento são as de facilitar a aula, evitar improviso assegurar a coerência e orientar a prática. Por ser considerado um guia de orientação, se faz necessário uma ordem sequencial, na qual haja uma sequência lógica a ser seguida. Para que os objetivos sejam alcançados, é necessário também que se tenha objetividade em que o plano deve corresponder à realidade da escola, coerência entre os objetivos traçados, os métodos, conteúdos e avaliações a serem utilizados, e também deve haver flexibilidade, pois o plano pode sofrer diversas modificações durante o período de elaboração e execução. Sendo assim, “O planejamento é um meio para se programar as ações docentes, mas também um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado à avaliação” (Libâneo, p. 221). Devemos ter consciência que o planejamento escolar, seja ele em qualquer modalidade não está restrito apenas a sala de aula, sua complexidade vai além disso. Seu trabalho é evidenciar a importância do aprendizado do aluno, sob a direção do professor. Nele deve constar nossa reflexão sobre as ações que iremos realizar, ser flexível para os imprevistos ou as necessidades que se encontra no contexto em que se está inserido. O planejamento deve seguir uma sequência, segundo Libâneo, seria a objetividade, coerência e flexibilidade. Objetividade é a relação do plano com a realidade. O professor deve iniciar o seu trabalho a partir da dificuldade da turma. No início do ano, o professor ao perceber que os alunos não entenderam a matéria do ano anterior, ele toma-la como ponto de partida para iniciar seu trabalho no ano vigente. Por Coerência, se entende que é a “relação que deve existir entre as ideias e a prática. É também a ligação lógica entre os componentes do plano”. (LIBÂNEO, 1994, p.224). Ou seja, quando se está posto no plano um objetivo geral, os específicos devem ser organizados de modo que os contemple e que seja possível realiza-lo. Desta forma, deve ser pensado de forma compatível a realidade. Por Flexibilidade, entende-se que o plano é um guia, mas não detentor de todo o processo. O professor deve elabora-lo para que consiga seguir a ordem em que planejou e perceba onde está o erro, caso não saia de forma esperada. Portanto o Planejamento estará sempre sujeito a alterações tornando-o assim, flexível.

PLANO DA ESCOLA 

No plano da escola, está explícito que o plano geral da escola deve ser construído e discutido por todo corpo docente de forma democrática e consensual. Este plano é elaborado de forma mais global, sobre ele Libâneo (1994) diz que O plano pedagógico e administrativo da unidade escolar, onde se explicita a concepção pedagógica do corpo docente, as bases teórico-metodológicas da organização didática, a contextualização social, econômica, política e cultural da escola, a caracterização da clientela escolar, os objetivos educacionais gerais, a estrutura curricular, diretrizes metodológicas gerais, o sistema de avaliação do plano, a estrutura organizacional e administrativa (LIBÂNEO, 1994, p. 230). 

Sendo assim, o plano da escola, vem com o objetivo de descrever a estrutura escolar como um todo. É ele que vai orientar o corpo docente sobre as suas ações durante todo o ano letivo, para tanto, é importante que o professor tenha em mãos este plano de ação, para que assim possam produzir seus materiais e suas aulas de acordo com ele. Desse modo, ele irá orientar o professor a planejar suas aulas de forma a cumprir tais objetivos. O plano da escola é essencial para que haja um bom desempenho escola, já que nele está colocado os passos que a escola vai dar durante todo o ano letivo. Nele, deve expressar todos os propósitos que a escola pretende alcançar, qual o tipo de educação pretende oferecer, além de organizar as etapas dos trabalhos que irão ser realizados. Para organizar de forma eficiente o plano da escola, Libâneo, em seu livro “Didática” trás um roteiro, nele contem sete “passos”, o primeiro se trata do posicionamento que a escola pretende ter perante a sociedade em relação à educação. Assim, a escola deve explicitar o que vai desenvolver para tornar o processo de ensino e aprendizagem eficiente. No segundo está a organização das bases teórico-metodológicas, na qual deverá ser questionada o tipo de indivíduo que a escola quer formar, as teorias de ensino e aprendizagem que deverá desenvolver e a relação entre o ensino e o desenvolvimento das capacidades intelectuais dos alunos. No terceiro ponto, retrata a caracterização do contexto que a escola esta inserida, sua situação econômica, social, politica e cultural, produzindo uma descrição destas características para poder melhor trabalhar suas necessidades. No quarto ponto, entram em discussão os alunos, suas origens, condições de vida, sua cultura e suas características psicológicas. No quinto ponto, será abordado os objetivos que a escola pretende alcançar enquanto a aquisição do conhecimento, as capacidades que pretende se desenvolver neles e suas habilidades. No sexto ponto, é posta as disciplinas que serão trabalhadas, os objetivos e os conteúdos. Neste ponto, é visto quais as formas de avaliação e como será feita a estrutura curricular. No sétimo ponto são definidas a estrutura de atividade docente, as reuniões, as atividades que serão desenvolvidas durante o ano letivo, as atividades extraclasse e as reuniões com os pais e/ou responsáveis.

PLANO DE ENSINO 

O Plano de ensino é um tipo de roteiro, no qual os professores organizam as unidades didáticas que serão utilizadas no decorrer do ano ou semestre. Nestes devem conter a justificativa da disciplina em relação à escola, os objetivos gerais, objetivos específicos, conteúdos, tempo provável e o desenvolvimento metodológico. “O plano de ensino ou programa da disciplina deve conter os dados de identificação da disciplina, ementa, objetivos, conteúdo programático, metodologia, avaliação e bibliografia básica e complementar da disciplina.” (SPUDEIT, 2014, p. 1). Na justificativa deve conter uma descrição breve sobre os conteúdos, qual sua utilidade e o que vai ensinar, ela busca explicitar de forma clara os princípios didáticos gerais e os métodos próprios de cada disciplina. Para Libâneo (1994), formular os objetivos é uma tarefa que aborda basicamente a descrição dos conhecimentos a serem assimilados, os hábitos e atitudes a serem desenvolvidas ao término do estudo. Já a concepção de desenvolvimento metodológico, é o ponto que dará vida aos objetivos e conteúdo. É ele que indicará o que o professor vai desenvolver no decorrer de sua aula, sua função é associar os conteúdos com os objetivos. “Estabelece a linha que deve ser seguida no ensino (atividade do Professor) e na assimilação (atividade do aluno) da matéria de ensino.” (LIBÂNIO, 1994, p.238). 

É importante destacar quais os recursos, meios, materiais e procedimentos que serão adotados ao longo da disciplina para desenvolvimento das aulas e escolha das estratégias de ensino e de aprendizagem, forma de aula, dinâmicas, etc. Na metodologia deve estar explícito quais as estratégias metodológicas e didáticas serão usadas pelo professor para atingir os objetivos propostos na disciplina. (SPUDEIT, 2014, p. 2). 

Outra característica do plano de ensino é a introdução e preparação dos conteúdos, é o elemento que busca promover atividades favoráveis ao aluno. O desenvolvimento ou estudo de conteúdo é onde o aluno buscará assimilar a sistematização do objeto de estudo, em que o professor poderá utilizar de recursos como exposição oral, conversação, trabalho independente dos alunos ou em forma de grupos. A aplicação é a fase de consolidação dos conteúdos, ou seja, ela busca fixar através de atividades os conhecimentos adquiridos. Outra parte importante do plano de ensino é a avaliação, segundo SPUDEIT (2014), 

A avaliação compreende todos os instrumentos e mecanismos que o professor verificará se os objetivos estão sendo atingidos ao longo da disciplina. Dessa forma, deve ser uma avaliação processual e registrada constantemente acerca da aprendizagem do aluno com base nas metodologias propostas que podem verificadas por meio da aplicação de exercícios, provas, atividades individuais e/ou grupais, pesquisas de campo e observação periódicas registrada em diários de classe. (SPUDEIT, 2014, p. 4).

 Desta forma, a avaliação será o peso medidor da aprendizagem e é a partir dela que o professor poderá visualizar os resultados de sua prática e poder fazer alteração caso necessário.


PLANO DE AULA O plano de aula é uma espécie de plano de ensino, porém mais detalhado, por abordar de maneira mais profunda os tópicos gerais que foram previstas no plano de ensino. 

Ela [a aula] é feita de prévias e planejadas escolas de caminhos, que são diversos do ponto de vista dos métodos e técnicas de ensino; [...] também se constrói, em sua operacionalização, por percalços, que implicam correções de rota na ordem didática, bem como mudanças de rumo; [...] está sujeita a improvisos, porque não foram previstos, mas não pode construir-se por improvisações. (ARAÚJO, 2008, p. 60-62 apud SCHEWTSCHIK). 

Para elaborar de forma consistente uma aula, é necessário que o professor leve em consideração o tempo de aula, os objetivos gerais da matéria e a sequência de conteúdos do plano de ensino. Pois, durante a aula pode acontecer alguns imprevistos, porém é de extrema importância que se tenha um plano em mãos para que possa contornar a situação e com isso não tornar a aula em uma perca de tempo. Em relação à avaliação, o professor deve buscar verificar o rendimento do aluno. Esta deve ser feita no início, durante e no final de cada unidade temática. Segundo Libâneo (1994), é importante que cada professor ao fim de sua aula faça uma auto avaliação da sua própria aula, no qual o próprio levante questões sobre ela, tais como, se o objetivo foi cumprido, se foi satisfatório, entre outros questionamentos.


GERHARDT, Tatiana Engel (Org.). Pesquisa Bibliográfica. In: MÉTODOS DE PESQUISA. Porto Alegre: editora da UFRGS, 2009. Disponível em: acesso em: 17/09/2019. GAMA, Anailton de Souza; FIGUEIREDO, Sonner arfux de. O planejamento no contexto escolar. Disponível em: < http://discursividade.cepad.net.br/EDICOES/04/Arquivos04/05.pdf> Acesso em: 17/09/2019. LIBANEO, José Carlos. O planejamento escolar. In: Didática. São Paulo: Cortez, 1994.

A IMPORTANCIA DO PLANEJAMENTO ESCOLAR PARA A ATUAÇÃO EM SALA DE AULA Jucinara Ferreira Alves 1 Gerlândia Beatriz Teobaldo de Oliveira 2 Maria Gabriella Barbosa de Souza 3 Maria Luiza Gonçalves da Silva 4

2º TRIMESTRE - ORGANIZANDO O ENSINO - REVENDO CONCEITOS

 Não é possível falar em aprendizagem sem falar em conteúdo, conhecimento. Quem aprende, aprende alguma coisa, certo? Conteúdos de aprendiza...